quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Público e Crítica

Público e Critica


Começamos este post de modo alternativo, pois é muito comum escolhermos os melhores álbuns e soarmos mais uma vez repetitivos, e muitos diriam: Isto já foi feito. Pois bem, resolvi esquecer a crítica especializada e não, Ok Computer não é o melhor álbum do Radiohead, bem como Nevermind não é o melhor do Nirvana, os puristas diriam que fiquei louco e eles têm razão, afinal Nevermind é sim o melhor trabalho do Nirvana, mas e depois dele, qual o melhor trabalho ou o que realmente agrada ao fã, que é sem dúvida o mais importante quando se determina a lançar um álbum. Ávidos por listas malucas, insanas e demasiadamente coerentes com aquilo que mais lhe agradam, este é o seu espaço, dediquem-se portanto a separar seu B’sides, e postarem seus melhores discos.



 

1 - Vulgar Display of Power foi sem dúvida o ápice da banda texana Pantera, quarteto muito popular entre os fãs de metal devido ao peso e agressividade bem distribuídos. Formado por Phil Anselmo (vocal), Dimebag Darrel (guitarra), Vinnie Paul (Bateria) e Rex Brown (baixo) o Pantera iniciou sua trajetória vitoriosa com o álbum Cowboys from Hell e seu hilariante metal farofa.
Posteriormente lançou o incontestável Vulgar Display, no entanto, muitos fãs não o consideram o melhor trabalho do grupo. Este titulo para muitos fica à cargo de Far Beyond Driven, terceiro trabalho realmente importante da banda, nele podem ser encontrados verdadeiros petardos como I’Broken, Becoming, 5 Minutes Alone, a extremamente rápida Strength Beyond Strength e a gultural Slaughtered, além de um cover do Black Sabbath na última faixa do disco. Se você curte Pantera e nunca se ligou neste disco, pode ter certeza, não irá se arrepender. Clássico!

 

2- 1991, o cenário grunge toma conta do mundo e o Nirvana se encarrega de estar no topo com seu segundo álbum intitulado Nevermind, eleito o 10º melhor disco da história do rock entrando na lista dos álbuns definitivos do Rock and Roll of Fame. Come as you are e Smells Like Teen Spirit estão definitivamente entre as melhores canções de todos os tempos. In Utero terceiro álbum de estúdio da banda de Seatlle e que fora lançado em 13 de setembro de 1993, logo após Nevermind, foi inicialmente recebido com certo desprezo pela crítica, no entanto, agradou em cheio aos fãs da banda, Heart-Shaped Box, Dumb, Rape-me e All Apologies são apenas algumas das principais faixas do álbum mais controverso da história do Grunge.  



3 - A mais importante banda do cenário thrash mundial tem uma discografia invejável, dificilmente chegaremos ao acordo sobre qual melhor álbum do Metallica. Black Album, por exemplo, é certamente o mais comercial, Enter Sandmam, Sad Bue True, The unforgiven e Nothing  Else Matters são tão conhecidos como os hits chatinhos da Ivete. Master of Puppets talvez seja o mais importante, afinal foi com ele que o estilo thrash se notabilizou definitivamente no cenário mundial, basta ouvir Disposable Heroes e certamente vão entender o que estou dizendo. Mas para muitos fãs, Ride The Lightining é o trabalho mais coerente da banda, devido à sua sonoridade impar, não tão comercial quanto Black nem tão thrash quanto Master, parece ter ficado na medida, For Whom The Bell Tools e Fade To Black são as mais comerciais enquanto Creeping Death e Fight Fight With Fire fazem as honras de Master of Puppets, além da espetacular faixa título. Simplesmente intocável.




4 – Muito embora Destroyer (quarto álbum da banda, lançado em 1976) tenha sido de fato o auge do Kiss, o inicio foi um tanto promissor, já no primeiro trabalho, a banda mascarada formada por Gene Simmons, Ace Frehley, Paul Stanley e Peter Criss, dava mostras de que conquistaria de fato o mundo. Clássicos instantâneos como Nothin’ to Lose, Cold Gin, Deuce e Black Diamond entrariam de vez no repertório de qualquer kissmaníaco. Entre 1974 e 1977 lançaram 8 álbuns, foi sem dúvida o mais fértil período da banda, imprescindível à qualquer fã do estilo. Infelizmente na década de oitenta a banda declinou vertiginosamente.

 


5 – Assim como a banda Scorpions, a norte-americana Aerosmith, liderada pelo carismático vocalista Steven Tyler é imbatível quando se discute acerca de baladas apaixonadas, e isso não é de agora, desde 1973 com Dream on de seu álbum homônimo que surgem a cada trabalho uma canção mais bela que a outra, no entanto, foi através do álbum Rocks de 1976 é que a banda ganhou status de “estrelas do rock”. Mas o destaque deste post não é Rocks e sim Get a Grip e sua exorbitante fábrica de hits imprescindíveis e notórios, Amazing, Crazy e Cryin só para citar alguns, consolidaram a banda como uma das mais importantes do cenário hard rock mundial. Os fãs agradecem!




6 – Certamente o disco mais conceitual que ouvi na vida foi OK Computer da banda inglesa Radiohead, o álbum soa sinuoso entre a dor e a claustrofobia, mas é indispensável a qualquer fã do gênero. Ao findar têm-se a exata noção que é impossível ouvi-lo sem chorar. Mas não estou aqui para falar sobre ele, muito embora seja impossível não falar de Radiohead sem citá-lo. O assunto na verdade é The Bends, seu antecessor, lançado em 1995 teve como primeiro single a faixa Fake Plastic Trees, popularizada na trilha sonora de uma campanha publicitária sobre a síndrome de Down. Mas The Bends não é apenas isso, letras consternadas e lindíssimas que fazem de Thom Yorke um compositor genial. Destacam-se também além da faixa título, High and Dry, Bones, Nice Dream e Street Spirit. Assim como OK Computer esse álbum é uma verdadeira obra-prima.




7 - A década de noventa foi fundamental para o grupo californiano Red Hot Chili Peppers, em 1991, lançam seu aclamado álbum Blood Sugar Sex Magic com Give it away como carro chefe, tornaram-se famosos tendo a crítica absolutamente à mercê da banda, no entanto foi em 1999 que o Red Hot se tornou uma das bandas mais populares do mundo graças ao seu entusiástico álbum Californication, cujos hits, Around the World, Scar Tissue e a faixa título Californication passaram a tocar obstinadamente na MTV.







8 – Quando o assunto é AC-DC logo vem à cabeça de qualquer alucinado por rock, Back in Black e Highway to Hell, pois bem, antes de estourarem com os álbuns citados eles lançaram nada menos que Let There be Rock, certamente o melhor álbum da primeira formação da banda ainda com o vocalista Bon Scott (morto aos 33 anos em 19 de fevereiro de 1980) e para muitos superior aos lançados posteriormente. Dog Eat Dog, Let There be Rock e Whole Lotta Rosie são alguns dos grandes clássicos encontrados nesse imprescindível trabalho. 







9 – Após ser literalmente despejado do Metallica, Dave Mustaine resolveu criar sua própria banda, o poderoso Megadeth, que veio emplacar somente com o Rust in Peace, o quarto trabalho de estúdio lançado em 1990, um álbum clássico do inicio ao fim. Já Countdown to Extinction veio popularizar a banda, hits como Foreclosure of a Dream, Simphony of Destruction e Sweating Bullets caíram no gosto não somente dos fãs, mas de todo o público, devido aos clipes veiculados à MTV. Esse trabalho veio consolidar o Megadeth como uma das principais bandas de Metal do mundo.





10 – The Number of The Beast. Qualquer um se arrepia só de ouvir Invaders, a  faixa inicial do aclamado terceiro álbum de estúdio da banda inglesa Iron Maiden, o primeiro com o contagiante vocalista Bruce Dickinson, uma das mais belas vozes do Metal no mundo. Álbum que conta com canções como Children of the Dammed, Hallowed By The Name e Run to the Hills. Difícil tarefa definir o melhor trabalho pós The Number, no entanto, Fear of the Dark de 1992 é certamente o que mais se encaixa no perfil popular devido ao seu universo de hits como Wasting Love, Afraid to Shoot Strangers, Be Quick or Be Dead e a faixa título. Meu álbum predileto da banda

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Selah Sue - Selah Sue



Parada para uma boa pedida...

Dona de uma voz deliciosamente inconfundível, a linda belga Selah Sue começa a colher os frutos de seu homônimo primeiro trabalho. A mescla de hip-hop, soul e rock da musicista agradou em cheio. Muito embora eu não veja semelhanças e acredito que poucos notaram, ela foi exageradamente comparada à diva Amy Winehouse, não que a falte qualidade para chegar a tanto, porém é musicalmente dissemelhante. Exageros à parte seu primeiro álbum foi mesmo impactante, com participação de Cee Lo Green na faixa Please e contando com prováveis hits como This World  e Peace of Mind ele tem tudo para emplacar. Destacam-se também canções como Crazy Vibes e a deliciosa balada  Mommy. Seu primeiro single já é um verdadeiro sucesso na internet, Raggamuffin já ultrapassou os 13 milhões de acessos. Pra você que é ávido por novidades tá ai uma excelente dica.





terça-feira, 3 de setembro de 2013

Reflexão



                                                           Uma pausa....

         Há alguns dias recebi de um amigo em comum (que ciente do meu módico projeto de esmiuçar a discografia de alguns artistas que sempre acompanhei) um e-mail cujo link anexo me direcionou a um blog que me chamou atenção pelo conteúdo inquietante e inicialmente pretencioso do autor em questão.  “As piores frases de Renato Russo” veio como uma chispa carregada de rancor e animosidade pela parte que vos escreve. Pois bem, tratei de responder ao blogueiro e à partir daquele momento criamos uma pequena troca de gentilezas, alguns e-mails mal educados e tal. Dois dias após este incidente resolvi voltar ao blog do caro amigo na intenção pura e simples de conhecê-lo um pouco melhor e acreditem....desprezando a postagem em questão percebi o quanto o sujeito é bom. Creditei o ocorrido a um pequeno deslize do colega, pois de certa forma não foi o fato de o mesmo ter citado os versos, mas a forma como isso foi feito. No meu entendimento e acredito que de muita gente, a ideia inicial era desmitificar o poeta e trazê-lo ao senso comum, mesmo sabendo da impossibilidade de fazê-lo, pois como citou o nobre colega em um daqueles e-mails, o que fazíamos aos dezessete, (com essa idade fazíamos isso mesmo) e que ele (Renato) certamente também fazia. Mas ao contrario da maioria da qual me incluo, ele também fazia canções como “Fátima” e “Que País é este”. Aos dezessete ele deveria mesmo escrever seus talvez “piores” versos, era punk, talvez reacionário no seu intimo e estava iniciando sua carreira. Curioso seria se ele aos 17 estivesse compondo que “é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã”. Maturidade não ocorre do dia pra noite e como o próprio quando questionado por não ter incluído a maioria daquelas canções em seus álbuns junto à Legião Urbana apenas teria dito que elas envelheceram... perderam o sentido que tinham quando compostas.  Algumas continuam tendo relevância mesmo após tantos anos, mas a essência é outra. Em suma, o que me impacientou foi o fato de o mesmo não ter incluído em sua postagem as belas frases do poeta, aquelas que cantarolamos até inconscientemente e que nos fazem tão bem.  Caro colega, não quero criar uma inimizade virtual, nem tampouco incitar os outros a fazer o que eu fiz, apenas gostaria de reiterar meu respeito à obra alheia, pois a critica por si nos sujeita a situações como essa. A teoria do morde e assopra continua sendo fundamental em âmbitos diversos. Ah! Sobre meu blog, não sou ambicioso e certamente não o divulgarei enquanto não conseguir postar o suficiente, sendo assim, talvez essa mesma postagem fique inicialmente à deriva, mas se você quiser se manifestar seria um incomensurável prazer.