segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Uma Noite na ApoteOzzy



Eu estava lá.....
Domingo, 13 de outubro de 2013, saí de casa às oito horas da manhã, era um dia frio, muito embora seja habitual em Barbacena estar frio. Segui rumo ao Rio de Janeiro no intuito de testemunhar um dos maiores encontros do mundo, a reunião da maior banda de heavy metal do planeta, nada menos que o Black Sabbath. Primeira e certamente a última vez do grupo em sua formação original. Pouco mais de 300km nos separavam, digo nós, pois não estava só nessa deliciosa empreitada, muito embora minha namorada não tenha me acompanhado , acabei encontrando alguns amigos a fazendo outros, todos ávidos por um belo show. Já no Rio de Janeiro tivemos uma certa dificuldade em encontrar a bendita Apoteose, nosso motorista se encarregou entre gracejos e risadas buscar as orientações necessárias pra que chegássemos ao local em segurança. Enfim, estávamos lá, um calor abissal, seguimos o encalço no nosso amigo Maycon que facilitou nossa entrada no recinto, visto que a fila era enorme. Já na passarela do samba ao som do AC/DC, Daniela tratava de começar colher algumas imagens para posteridade, era notória a satisfação e ansiedade de todos presentes. Após passar a catraca nos separamos e combinamos de nos encontrar num local ao findar do espetáculo para que não nos perdêssemos. Eu e Daniela fomos junto aos demais para a arquibancada pois de lá a visão deveria ser privilegiada e foi mesmo. Vimos até Dave Mustaine se movimentado no backstage. Já passava das seis horas quando enfim, sobe ao palco a luxuosa banda de abertura. Incrível, uma das maiores bandas de metal do planeta abrindo sem pudores para o Black Sabbath, o Megadeth inicia o show com a intro de Prince of Darkness do albúm Risk enquanto no telão absurdamente tecnológico imagens impressionantes culminariam na logo da banda numa explosão deliciosa enquanto Dave executava Hangar 18, a platéia foi a loucura, e era um hit após o outro, Wake up Dead e In My darkest hour seguida da menos conhecida Kingmaker, passando ainda por Sweating Bullets, Tornado of Souls, She-Wolf, Symphony of Destruction  e Peace Sells até o fim épico com Holy Wars. Muito embora Dave não seja tão carismático quanto Ozzy, foi muito feliz ao pedir no final do show que dirigíssemos devagar, pois gostaria de ver-nos novamente, conquistando definitivamente o público presente. Foi maravilhoso, apesar do setlist curto. Pouco tempo depois (exemplificando o respeito que as bandas estrangeiras em sua maioria têm com o público, não atrasando suas entradas no palco) descem as cortinas e as sirenes  de War Pigs começam a soar, estava feito, o Black Sabbath estava presente, Ozzy nos vocais, Geezer no baixo e Iommy na guitarra, além do competente Tommy Clufetos na bateria. A catarse era visível, a cada grito, a cada movimento de Ozzy a platéia ia abaixo, e hit atrás de hit, Into the Void, Under the Sun, Snowblind, intercaladas com algumas do novo álbum, sons de cuco e frases já conhecidas como “God bless you all”. Seguindo o setlist, a poderosa e sombria faixa Black Sabbath levou o público presente à loucura, mais alguns clássicos e Tommy Clufetos  detona tudo em Rat ralad. Sequencialmente Iron Man, Dirty Women, God is Dead? (do novo álbum) e Children of the Grave finalizariam a apoteótica apresentação da banda, no bis a estonteante Paranoid. O sentimento ao findar do show foi de que presenciamos algo histórico, inédito e certamente "único".



quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Auge!

A justiça não me olha porque é cega
Mas o seu dinheiro na carteira ela enxerga....



Sabe aquele trabalho que marcou, que nunca mais fizeram igual...pois é, nesse quesito o álbum Lapadas do Povo de 1997 da banda brasiliense Raimundos vence facilmente. Deixaram de lado todo o besteirol que os tivera consagrado e fizeram um álbum conceitual, pesado, com levadas hardcore geniais e letras que bifurcam ora cômicas, ora sérias como em Baile Funk. Um trabalho rejeitado tanto pela crítica, quanto por diversos fãs (aqueles pentelhos que apenas curtiam Selim e coisas do gênero). O álbum já abre com o petardo Andar na Pedra, com letra divertida, mas sem apelar para o quesito sexual e que faria o ouvinte entender como funcionaria o restante das faixas. Na sequência um hardcore escarnecido de pouco mais de um minuto intitulado Véio, manco, gordo. O Toco e Poquito Mas, mantém a base de pegada semelhante às canções antigas com ótimas letras. E o disco mantém essa estrutura espetacular, ouve-se com demasiada propriedade todos os instrumentos, certamente pelo belo trabalho de produção que ficou à cargo de Mark Dearnley, famoso produtor de bandas como AC/DC e Black Sabbath.  Enfim....não vou descrever aqui faixa a faixa, fica apenas a dica...Se ainda não ouviu certamente nem tem idéia do que está perdendo, este é sem sombra de dúvidas o melhor álbum do Raimundos.