Eu estava lá.....
Domingo, 13 de outubro de 2013, saí de casa às oito horas da
manhã, era um dia frio, muito embora seja habitual em Barbacena estar frio. Segui rumo ao Rio de Janeiro no intuito de testemunhar um dos maiores encontros
do mundo, a reunião da maior banda de heavy metal do planeta, nada menos que o
Black Sabbath. Primeira e certamente a última vez do grupo em sua formação
original. Pouco mais de 300km nos separavam, digo nós, pois não estava só nessa
deliciosa empreitada, muito embora minha namorada não tenha me acompanhado , acabei
encontrando alguns amigos a fazendo outros, todos ávidos por um belo show. Já
no Rio de Janeiro tivemos uma certa dificuldade em encontrar a bendita
Apoteose, nosso motorista se encarregou entre gracejos e risadas buscar as
orientações necessárias pra que chegássemos ao local em segurança. Enfim,
estávamos lá, um calor abissal, seguimos o encalço no nosso amigo Maycon que
facilitou nossa entrada no recinto, visto que a fila era enorme. Já na passarela
do samba ao som do AC/DC, Daniela tratava de começar colher algumas imagens
para posteridade, era notória a satisfação e ansiedade de todos presentes. Após
passar a catraca nos separamos e combinamos de nos encontrar num local ao
findar do espetáculo para que não nos perdêssemos. Eu e Daniela fomos junto aos
demais para a arquibancada pois de lá a visão deveria ser privilegiada e foi
mesmo. Vimos até Dave Mustaine se movimentado no backstage. Já passava das seis
horas quando enfim, sobe ao palco a luxuosa banda de abertura. Incrível, uma
das maiores bandas de metal do planeta abrindo sem pudores para o Black
Sabbath, o Megadeth inicia o show com a intro de Prince of Darkness do albúm
Risk enquanto no telão absurdamente tecnológico imagens impressionantes
culminariam na logo da banda numa explosão deliciosa enquanto Dave executava
Hangar 18, a platéia foi a loucura, e era um hit após o outro, Wake up Dead e
In My darkest hour seguida da menos conhecida Kingmaker, passando ainda por Sweating Bullets, Tornado of Souls, She-Wolf, Symphony of Destruction e Peace Sells até o fim épico com Holy Wars. Muito embora Dave não seja tão
carismático quanto Ozzy, foi muito feliz ao pedir no final do show que
dirigíssemos devagar, pois gostaria de ver-nos novamente, conquistando definitivamente o público presente. Foi maravilhoso, apesar do setlist curto. Pouco tempo depois
(exemplificando o respeito que as bandas estrangeiras em sua maioria têm com o
público, não atrasando suas entradas no palco) descem as cortinas e as
sirenes de War Pigs começam a soar, estava feito, o Black Sabbath estava
presente, Ozzy nos vocais, Geezer no baixo e Iommy na guitarra, além do
competente Tommy Clufetos na bateria. A catarse era visível, a cada
grito, a cada movimento de Ozzy a platéia ia abaixo, e hit atrás de hit, Into
the Void, Under the Sun, Snowblind, intercaladas com algumas do novo álbum,
sons de cuco e frases já conhecidas como “God bless you all”. Seguindo o
setlist, a poderosa e sombria faixa Black Sabbath levou o público presente à
loucura, mais alguns clássicos e Tommy Clufetos
detona tudo em Rat ralad. Sequencialmente Iron Man, Dirty Women, God is Dead? (do novo álbum) e Children of
the Grave finalizariam a apoteótica apresentação da banda, no bis a estonteante Paranoid. O sentimento ao findar do show foi de que presenciamos algo histórico, inédito e certamente "único".



