terça-feira, 3 de setembro de 2013

Reflexão



                                                           Uma pausa....

         Há alguns dias recebi de um amigo em comum (que ciente do meu módico projeto de esmiuçar a discografia de alguns artistas que sempre acompanhei) um e-mail cujo link anexo me direcionou a um blog que me chamou atenção pelo conteúdo inquietante e inicialmente pretencioso do autor em questão.  “As piores frases de Renato Russo” veio como uma chispa carregada de rancor e animosidade pela parte que vos escreve. Pois bem, tratei de responder ao blogueiro e à partir daquele momento criamos uma pequena troca de gentilezas, alguns e-mails mal educados e tal. Dois dias após este incidente resolvi voltar ao blog do caro amigo na intenção pura e simples de conhecê-lo um pouco melhor e acreditem....desprezando a postagem em questão percebi o quanto o sujeito é bom. Creditei o ocorrido a um pequeno deslize do colega, pois de certa forma não foi o fato de o mesmo ter citado os versos, mas a forma como isso foi feito. No meu entendimento e acredito que de muita gente, a ideia inicial era desmitificar o poeta e trazê-lo ao senso comum, mesmo sabendo da impossibilidade de fazê-lo, pois como citou o nobre colega em um daqueles e-mails, o que fazíamos aos dezessete, (com essa idade fazíamos isso mesmo) e que ele (Renato) certamente também fazia. Mas ao contrario da maioria da qual me incluo, ele também fazia canções como “Fátima” e “Que País é este”. Aos dezessete ele deveria mesmo escrever seus talvez “piores” versos, era punk, talvez reacionário no seu intimo e estava iniciando sua carreira. Curioso seria se ele aos 17 estivesse compondo que “é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã”. Maturidade não ocorre do dia pra noite e como o próprio quando questionado por não ter incluído a maioria daquelas canções em seus álbuns junto à Legião Urbana apenas teria dito que elas envelheceram... perderam o sentido que tinham quando compostas.  Algumas continuam tendo relevância mesmo após tantos anos, mas a essência é outra. Em suma, o que me impacientou foi o fato de o mesmo não ter incluído em sua postagem as belas frases do poeta, aquelas que cantarolamos até inconscientemente e que nos fazem tão bem.  Caro colega, não quero criar uma inimizade virtual, nem tampouco incitar os outros a fazer o que eu fiz, apenas gostaria de reiterar meu respeito à obra alheia, pois a critica por si nos sujeita a situações como essa. A teoria do morde e assopra continua sendo fundamental em âmbitos diversos. Ah! Sobre meu blog, não sou ambicioso e certamente não o divulgarei enquanto não conseguir postar o suficiente, sendo assim, talvez essa mesma postagem fique inicialmente à deriva, mas se você quiser se manifestar seria um incomensurável prazer.

5 comentários:

  1. E assim é a vida caríssimo.
    "Tem dias, que tudo está em paz".
    Então, vamos seguindo...

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  2. Olá. Li alguns de seus comentários no meu blog e gostaria de te pedir mais respeito com a opinião alheia. Eu ouvi todos os álbuns que comento, e acho que você deveria conferir todos os de Tom Jobim antes de falar mal da minha análise.

    Outra coisa, eu sou muito fã de legião, mas não gosto de V, o que eu posso fazer, mentir? Adoro Dois, As Quatro Estações e O Descobrimento do Brasil, isso não está bom para você? Então, acho melhor sua pessoa viver num mundo em que só a sua opinião existe.

    Imagina se eu falasse mal de todos os álbuns, aí você ia me crucificar mesmo, já que me ofendeu por não gostar só de ALGUNS discos. Enfim, espero sua resposta e talvez um pedido de desculpas, já que sei que você é um rapaz culto e talvez estivesse nervoso quando comentou.

    Abraço.

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    1. Olá Matheus, eu não estava nervoso quando comentei sobre seu post,certamente me excedi devido à pouca importância e ao espaço cedido ao álbum em questão. Muitos já questionaram esse trabalho mas sinceramente,sua análise foi muito fria e sucinta, gostaria muito que olhasse para ele com um pouco mais de afabilidade, outros legionários teriam à principio a mesma impressão que tive.
      As letras desse álbum são maravilhosas e contém clássicos instantâneos como Teatro dos vampiros, sereníssima, metal contra as nuvens e vento no litoral. Não entendo como pôde não simpatizar pelo álbum, mas tudo bem, como você mesmo disse, é a sua opinião, desconsidere portanto minhas ofensas e aceite meus sinceros pedidos de desculpa. Mas vai aí uma dica irmão: Esqueça o que a banda fez musicalmente e olhe com carinho as letras desse lindo trabalho...duvido que não mude de opinião!!! Abraços!!!

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  3. Leia esse meu post:

    http://analiseseconexoes.blogspot.com.br/2013/04/legiao-urbana-dois.html

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